Foi mágico, foi lindo. Eu nem tenho palavras pra descrever o que senti quando subi pela primeira vez num palco fora dos meus domínios. Público maravilhoso, acalorado. Maceió é isso.
E abrir o show do cara que norteou nosso trabalho...Nem preciso falar mais nada!
segunda-feira, 6 de outubro de 2014
Você não me vê (Que saco eu não consigo entender...)
"Sou invisível aos olhos dela, não é possível!". Olha que não foi apenas indiretas, foram escancaradamente umas palavras (ou a combinação morfossintática perfeita) pra dizer que to apaixonado por ela. E ela acha que eu sou bobo, que tenho que ficar ouvindo coisas e não fazer planos. Eu decidi fazer um: vou partir desse lugar. Talvez ela sinta a minha falta por simples obrigação da ausência. Ou por algo a mais, por ter medo de não poder falar da sua vida e ser escutada, por exemplo. Por não ter mais aquele bom dia efervescente. E não ter mais aquele boa noite, ou se cuida, ou dorme bem. Vou mesmo partir, acho que a vida não pode mais me maltratar assim, ficar pela metade com alguém. Nem pela metade, mas num intervalo 1/n com n indo pro infinito. To tendendo a zero. Não consigo fazer nada além de pensar no momento em que você vai deixar algum recado. Que vai me zuar por qualquer besteira que eu fizer. Ou vai me dizer que está frio. Não posso mais ficar, tenho que ir e rever meus princípios, andar sozinho pra ver se gosto mais de mim do que de você. Você vem contando das dores do amor passado, e como diz a canção do Cazuza isso acaba comigo. Nessa novela não quero ser só seu amigo. Nem vou ser, não tem como mais voltar atrás. EU nunca escrevi coisas sobre o amor, sobre estar enamorado ou paixão. Sempre fiz isso superficialmente. Acho que ser piegas demais.
Queria finalizar com um sinal de fumaça, só pra ver se você me vê. Sei não sou bonito nem tenho todo o potencial do macho alfa ocidental capitalista. Mas tenho um coração bom. Adoraria dividi-lo com você. Não só pra contar casos, mas pra criar os nossos próprios. No pacote também vem uma meia dúzia de mimos. E de carências também. Sei que a oferta é recusável portanto, releve. Se não for o caso, não tem problema. Arrumo as malas e parto, parto e parto-me (Anitelli sabe o que faz e diz). Parei com a metáfora do de Schrödinger. Você conhece os riscos e as possibilidades. Mas não quero ser chato, apenas estou morrendo. E como diria o poeta Igor de Carvalho, a mentira é o suicídio da alma. Por favor me ajude!
Agradecido
Eu!
quinta-feira, 25 de setembro de 2014
Nenhum comentário (I Can't me myself)[Ai quem mi mai selfi]
Hoje o dia começou mais cedo. Levantei e fui fazer o que sempre faço nas quintas mais enjoadas que eu já nos últimos dez anos. Sou repetição igual a metralhadora. Sempre fazia algo diferente e hoje estou preso a rotina do trabalho cansativo. Será?
Ao escrever umas poucas palavras aqui nesse espaço que me foi concedido, vem uma questão que é super indefinida: será que não recebo críticas nem construtivas nem destrutivas porque ninguém lê o que eu escrevo? Esse lamento foi de um post passado, nem vou remoer. Mas o que eu acho interessante nesse mesmo cancho é a percepção daquilo que se faz e daquilo que se almeja. Essa ponte muita das vezes é coberta de névoa.
A minha intenção era que todos a qual eu compartilhassem essas palavras sinceras me dessem sugestões do que está correto e do que falta melhorar. Assim poderia fazer isso aqui para os outros. Mas ultimamente venho percebendo essa falta de compreensão. Na dúvida, sempre achei que era melhor optar pelo improviso. Agora vejo que na dúvida apelo pro desprezo. Fica mais igualitário a maquina.
E esses dias algumas mesmas (rsrsrsrs) pessoas vieram me criticar sobre o que eu sou. O que eu deveria colocar nas minhas redes sociais. No meu modo de pensar e agir. Sim sou muito estrambelhado e muita das vezes erro feio. Mas mudar é foda, temos que ter um motivo pra querer mudar realmente. Tirar nossa impressão para que sejamos algo que não somos.
Veio na memória a música de uma banda brasileira chamada Splippleman que se intitula Me Myself (eu mesmo). A música fala exatamente isso: Seremos algo que nós mesmos não podemos ser. Pelo fato de que a felicidade própria não existe. Existe sim! Então eu refleti: Não posso mais ser eu mesmo? Daí eu conclui que a pessoa não sabe que está fazendo o mal, por que ela quer a antítese já que isso é bom pra ela. Então resolvi apenas postar o necessário.
Bem acho que minha cota de pensamentos alados acabou de acabar ( e foi embora)
Ao escrever umas poucas palavras aqui nesse espaço que me foi concedido, vem uma questão que é super indefinida: será que não recebo críticas nem construtivas nem destrutivas porque ninguém lê o que eu escrevo? Esse lamento foi de um post passado, nem vou remoer. Mas o que eu acho interessante nesse mesmo cancho é a percepção daquilo que se faz e daquilo que se almeja. Essa ponte muita das vezes é coberta de névoa.
A minha intenção era que todos a qual eu compartilhassem essas palavras sinceras me dessem sugestões do que está correto e do que falta melhorar. Assim poderia fazer isso aqui para os outros. Mas ultimamente venho percebendo essa falta de compreensão. Na dúvida, sempre achei que era melhor optar pelo improviso. Agora vejo que na dúvida apelo pro desprezo. Fica mais igualitário a maquina.
E esses dias algumas mesmas (rsrsrsrs) pessoas vieram me criticar sobre o que eu sou. O que eu deveria colocar nas minhas redes sociais. No meu modo de pensar e agir. Sim sou muito estrambelhado e muita das vezes erro feio. Mas mudar é foda, temos que ter um motivo pra querer mudar realmente. Tirar nossa impressão para que sejamos algo que não somos.
Veio na memória a música de uma banda brasileira chamada Splippleman que se intitula Me Myself (eu mesmo). A música fala exatamente isso: Seremos algo que nós mesmos não podemos ser. Pelo fato de que a felicidade própria não existe. Existe sim! Então eu refleti: Não posso mais ser eu mesmo? Daí eu conclui que a pessoa não sabe que está fazendo o mal, por que ela quer a antítese já que isso é bom pra ela. Então resolvi apenas postar o necessário.
Bem acho que minha cota de pensamentos alados acabou de acabar ( e foi embora)
| Nobody needs a million friends | Ninguém precisa de um milhão de amigos |
| Only one is | Apenas um é |
| Enough to give a helping hand | O suficiente para dar uma mão amiga |
| And sing you a song | E cantar-lhe uma canção |
| Make it so... loud | Torná-lo tão ... alto |
sexta-feira, 29 de agosto de 2014
"Dormir, pra quê? tanta coisa pra fazer..."
Eu nem ia escrever hoje. Estou doente, a garganta parece que tem 2 kg de terra dentro arranhando tudo. Mas decidi escrever para medir um tanto quanto acho que esses textos tem de importância. Quando falo de importância, falo em todas as pessoas (possíveis) que irão ler o que escrevo. Na verdade iria optar por relevância, mas relevar não minha opinião é algo mais sutil. Quero iniciar do mais bruto. Então surgem naturalmente algumas perguntas bobas sobre "quem irá ler esse texto?" ou "será que as pessoas iram se IMPORTAR?"
Ainda to no jogo da "dúvida é o preço da pureza". Mantendo essa pureza, sigo escrevendo. As vezes crio meta-estrofes de pilantra como o Apanhador Só, outras vezes só apanho mesmo. É a dureza da significância pairando no ar.
Nós precisamos sempre doar algo. Nem que seja um conhecimento exótico, um manual budista. Mas não podemos deixar de trocar essas coisas com os demais. Não me considero como um escritor de manuais ou de auto-ajuda. Sou comum, apenas escrevo o que vejo ao meu redor. Se sonho as vezes, perdoe-me: é o espírito jovem! Escrevo em tom e caligrafia sincera. Não quero alcançar modas, personificações do "nossa como ele é bom, por que não escreve um livro?" Ta aí outra coisa que eu não tenho certeza se quero. Livros são tão pragmáticos com seus começos, meios e fins. E nenhum deles se justificam.
É isso. Não ia dormir tão cedo sem colocar essas coisas no papel moderno. Sem lirismo algum. O ostracismo me espera logo em seguida. Mesmo com pessoas, me sinto só. Acho que andar demais com a solidão me fez parte dela.
Obs: Título do texto foi retirado da canção "Nesse instante só" do Graveola e o Lixo Polifônico....
Ainda to no jogo da "dúvida é o preço da pureza". Mantendo essa pureza, sigo escrevendo. As vezes crio meta-estrofes de pilantra como o Apanhador Só, outras vezes só apanho mesmo. É a dureza da significância pairando no ar.
Nós precisamos sempre doar algo. Nem que seja um conhecimento exótico, um manual budista. Mas não podemos deixar de trocar essas coisas com os demais. Não me considero como um escritor de manuais ou de auto-ajuda. Sou comum, apenas escrevo o que vejo ao meu redor. Se sonho as vezes, perdoe-me: é o espírito jovem! Escrevo em tom e caligrafia sincera. Não quero alcançar modas, personificações do "nossa como ele é bom, por que não escreve um livro?" Ta aí outra coisa que eu não tenho certeza se quero. Livros são tão pragmáticos com seus começos, meios e fins. E nenhum deles se justificam.
É isso. Não ia dormir tão cedo sem colocar essas coisas no papel moderno. Sem lirismo algum. O ostracismo me espera logo em seguida. Mesmo com pessoas, me sinto só. Acho que andar demais com a solidão me fez parte dela.
Obs: Título do texto foi retirado da canção "Nesse instante só" do Graveola e o Lixo Polifônico....
sábado, 19 de julho de 2014
Sobre Rubem e o Lixo lógico
Que data chata. Dia 20 de Julho. To escrevendo aqui nesse blog já tem um bom tempo. E realmente tempo é uma pertubação do equilíbrio do nosso ser-estar (nem sei de onde tirei isso). Pois bem. Rubem partiu. Estava doente e sabemos o quão é doloroso a partida de que realmente veio pra mudar. Pra ele, a morte era algo trivial, assim como o talento. Acabei de ler um texto seu sobre saúde mental e tinha certeza que havia escrito algo parecido (mas nem de perto talentoso) com aquele texto. Pensar realmente é difícil...e perigoso. E depois também lembrei do texto que falei sobre a morte e sua libertação. Acho que tudo se encaixa no fim. E as perguntas são realmente inúteis, quem as responderá? Se tudo tem fim, prefiro acreditar no aqui. Meio revoltadinho, não iria fazer o papel de "Geração Coca-cola" numa póstuma homenagem a quem os ipês serão eternamente gratos.
Alves. De um dos filhos de Abraão, das doze tribos. Rubem. Falência múltipla dos órgãos mas resistência moto contínua da alma. Da poesia. Dos ipês. As cinzas serão lançadas e ficaram encrustadas na nossa mente.
Enganchando esse texto, assisti um documentário sobre o tropicalismo. Como diria o Tom Zé, um lixo lógico demais. Mas quando vi que o Gil conseguiu misturar Sgt. Peppers com Banda de pífano de Recife achei que valeria dar uma olhada. E quando ouvi as primeiras canções acho que realmente me culpei por não ter tido a mínima curiosidade de ouvir essa lindeza. E de como as canções eram fortemente "maquiadas" para não serem barradas na peneira dos milicos. A real beleza mora aí: esconder aquilo que se quer dizer para não dizer realmente o que é. Confuso? Sim, a beleza também reside num pouco de confusão filosófica das coisas. E no córtex cerebral ou célebre. Dos desencaixes de palavras gêmeas (virei Millôr).
Então retomo o ponto de partida com Rubem e as loucuras da saúde mental. Ler jornal nunca foi meu esporte, prefiro algo mais sarcástico como livros de teoria dos conjuntos, do Halmos mais especificamente. Ou uma revistinha do Superman. Enfim, algo que alimente e realmente me sirva. Nada de especular autores renomados, a graça da coisa é ser a coisa.
E um lixo lógico amontoado no pairar do pensar, trouxa!
Alves. De um dos filhos de Abraão, das doze tribos. Rubem. Falência múltipla dos órgãos mas resistência moto contínua da alma. Da poesia. Dos ipês. As cinzas serão lançadas e ficaram encrustadas na nossa mente.
Enganchando esse texto, assisti um documentário sobre o tropicalismo. Como diria o Tom Zé, um lixo lógico demais. Mas quando vi que o Gil conseguiu misturar Sgt. Peppers com Banda de pífano de Recife achei que valeria dar uma olhada. E quando ouvi as primeiras canções acho que realmente me culpei por não ter tido a mínima curiosidade de ouvir essa lindeza. E de como as canções eram fortemente "maquiadas" para não serem barradas na peneira dos milicos. A real beleza mora aí: esconder aquilo que se quer dizer para não dizer realmente o que é. Confuso? Sim, a beleza também reside num pouco de confusão filosófica das coisas. E no córtex cerebral ou célebre. Dos desencaixes de palavras gêmeas (virei Millôr).
Então retomo o ponto de partida com Rubem e as loucuras da saúde mental. Ler jornal nunca foi meu esporte, prefiro algo mais sarcástico como livros de teoria dos conjuntos, do Halmos mais especificamente. Ou uma revistinha do Superman. Enfim, algo que alimente e realmente me sirva. Nada de especular autores renomados, a graça da coisa é ser a coisa.
E um lixo lógico amontoado no pairar do pensar, trouxa!
segunda-feira, 14 de julho de 2014
BEM...material
O texto de hoje vai parecer desconexo, De propósito. Acho que não ando falando realmente o que devia. Mas bem (veja o texto já ficou desconexo) o motivo de estar aqui escrevendo é sobre um episódio interessante que aconteceu comigo nesta corrente data. Cheguei em casa sem ter o que fazer, fiquei a espreita do inesperado. Eis que meu pai chega, nada demais, ele sempre chega entre às 17 e às 19 horas. Aí fiquei indeciso sobre se iria entrar nas redes sociais ou assistir algo. Mas aí ele me pede pra lavar o carro. Nossa eu odeio lavar o carro. Não gosto, questão subjetiva e pronto! E hoje com um nível nuclear de um tédio com um T (bem grande pra você) eu me fingiria de morto pro urso. Mas como um insight do acaso resolvi ir. Não contaria com a ajuda do expert em lavar carros, meu irmão, por conta do resfriado. Estava sozinho na peleja. Comecei lavar, passar sabão nas laterais e ai me veio a recordação: meu pai acabara de vender o carro. O que isso tem a ver? Nada. Mas pensando bem, essa seria a ultima vez que eu lavaria esse carro. Esse mesmo carro a qual estava sendo adquirido quando passei no vestibular. E quando chorei por um fracasso amoroso? chorei no ultimo banco, vindo de Arapiraca pra casa. Alguns meros desavisadinhos iriam falar "cara, é apenas um carro, um bem material qualquer". Aí destaco a palavra bem em soma com a palavra material. Somos personificadores do material como um bem que se encontra no âmbito financeiro. O valor mundano para algo que é inerente a ele. Irritantemente somos província a ponto de criar o jargão do "com dinheiro compra-se outro". O outro não me recorda nem um momento sobre o que passei durante esses quatro anos. Então damos ao ser inanimado o título de valor sentimental. Aquilo que nos é dado com preço impagável aos cifrões e aos juros compostos. O carro do meu pai (vejam, nem meu é) tem um valor sentimental significativo pra mim e pra todos da minha prole. Então estava me despedindo das minhas memorias materiais. Aquilo me doeu bastante. Fiquei abatido até o momento de escrever esse texto. Talvez ele amenize a dor. Não de um carro qualquer, mas de um que eu sei bem como foi sofrido pra tê-lo de fato. Escrevo mesmo por isso. Por coisas que acho que tem valor. E nem preciso prolongar a explicação disto: os raros entenderão.
Estou bem, aliás bem é a palavra que define o meu estado bruto de espirito. Material é apenas aquilo que está no nosso alcance visual e tátil. E como estou ainda naquela jogada da simbiose, estou bem...material.
Estou bem, aliás bem é a palavra que define o meu estado bruto de espirito. Material é apenas aquilo que está no nosso alcance visual e tátil. E como estou ainda naquela jogada da simbiose, estou bem...material.
quinta-feira, 3 de julho de 2014
Simbiose
Distraído, vaguei pelos vales sombrios e sóbrios do Youtube. Achei um vídeo de um cara que já admiro há séculos e isso só aumenta exponencialmente. Falando do nosso hermano Rodrigo Amarante. Ele falou do significado do nome de seu novo (não tão novo, já faz um ano) CD "cavalo". Particularmente fiz como manda a receita do bolo e julguei pela capa: que nome horrível para um CD de um cara que eu acho de outro planeta. Aí nesse vídeo, em um programa português chamado "o que fica do que passa" ( que nome lindo!) vi o entrevistador fazer a pergunta crucial sobre o que significava o cavalo. Deu até a introdução do cavalo como símbolo do veículo, no candomblé. Mas o Amarante, como sempre, me surpreendeu. Falou novamente do dualismo que ele carrega desde os Los Hermanos: falou da separação entre o ser racional e o emocional. E ai falou da simbiose entre cavalo e cavaleiro, o guia se torna guiado, a cavalgada perfeita.
E pra completar falou de algo que sempre me instigou: Se eu não tivesse aqui e tivesse lá, quem eu seria? ("quem então agora eu seria?" na bela canção o velho e o moço). Assim como ele, sempre me imaginei como seria se ainda estivesse em São Paulo. Quais seriam minhas amizades, o que eu estaria fazendo agora? Isso é se desprender do plano, do padrão vital dos ponteiros cronológicos. Isso é ser livre, sem pudor. Ser dotado de uma imaginação fugaz e desdobrante. Pessoas que pensam assim, não convivem bem com o estático.
Realmente viver, sonhar e antes de morrer, não-pensar. Mas deixar o sub-consciente falar por si próprio. O processo é bem mais aterrorizante. Me vem à cabeça a teoria das probabilidades. De que o que seriamos se não fossemos, conversa que tive com os alfabéticos dias atrás. Somos disso mesmo: de referenciar aquilo que somos por medo de não sabermos mais depois. E ai vi o sentido de Mon Nom, da frase enigmática do Je suis l'etranger . De toda a preposição e a pré-disposição que o artista tem. De não poder se expressar na língua do outro. Perder o veículo, o cavalo.
Tudo se tornou claro quando se fala da distância, de Irene, do presságio sobre o novo de The Ribbon. Esse CD realmente mexeu comigo. Me extenuou de mim mesmo.
Ficamos por fim com o trecho que me fez escorrer umas lágrimas, que me fez refletir sobre o que faço como pessoa atuante e passiva daquilo que objetivo. Afinal, somos um LIVRE ARBÍTRIO, ou um LIVRO ABERTO.
Quem na rua se perde
Encontra o que pede
Acerta o que mede
E conta até errar
Que o erro é onde a sorte está
Não queira ver
E pra completar falou de algo que sempre me instigou: Se eu não tivesse aqui e tivesse lá, quem eu seria? ("quem então agora eu seria?" na bela canção o velho e o moço). Assim como ele, sempre me imaginei como seria se ainda estivesse em São Paulo. Quais seriam minhas amizades, o que eu estaria fazendo agora? Isso é se desprender do plano, do padrão vital dos ponteiros cronológicos. Isso é ser livre, sem pudor. Ser dotado de uma imaginação fugaz e desdobrante. Pessoas que pensam assim, não convivem bem com o estático.
Realmente viver, sonhar e antes de morrer, não-pensar. Mas deixar o sub-consciente falar por si próprio. O processo é bem mais aterrorizante. Me vem à cabeça a teoria das probabilidades. De que o que seriamos se não fossemos, conversa que tive com os alfabéticos dias atrás. Somos disso mesmo: de referenciar aquilo que somos por medo de não sabermos mais depois. E ai vi o sentido de Mon Nom, da frase enigmática do Je suis l'etranger . De toda a preposição e a pré-disposição que o artista tem. De não poder se expressar na língua do outro. Perder o veículo, o cavalo.
Tudo se tornou claro quando se fala da distância, de Irene, do presságio sobre o novo de The Ribbon. Esse CD realmente mexeu comigo. Me extenuou de mim mesmo.
Ficamos por fim com o trecho que me fez escorrer umas lágrimas, que me fez refletir sobre o que faço como pessoa atuante e passiva daquilo que objetivo. Afinal, somos um LIVRE ARBÍTRIO, ou um LIVRO ABERTO.
Quem na rua se perde
Encontra o que pede
Acerta o que mede
E conta até errar
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