segunda-feira, 16 de março de 2015

Conhecimento AU/Lto

Hoje foi um dia bom. O inicio dele foi como os demais. Mas o fim dele ta sendo diferente. Não sei porque, mas acho que encontrei combustível novo pra continuar (mesmo assim ta caro). Semana passada, o Flávio me mostrou algo sobre um curso a qual ele estava fazendo. No momento eu vi, curti a ideia. Achei que não iria me surpreender, típico de ceticismo que venho tendo nos últimos meses. Mas quando o curso começou, nesta segunda feira dia 16, acho que vislumbrei o que andava procurando. Temas do nosso cotidiano, uma mistura de ciência, religião, filosofia e arte. Gnosis, eis a palavra. Do grego conhecimento superior. Bem, o mais legal é ter em mente que somos mente (adoro a língua portuguesa), corpo e também podemos ser em outros planos. Nossa, o que aconteceu hoje foi que eu me esbaldei de conhecimento, de alto e auto conhecimento. Devemos nos relacionar com nós mesmos. Nos conhecer. Assim teremos de fato plena consciência.

Au revoir, enfants!

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Mais ou menos

Já são mais de uma da manhã e eu escrevendo bobagens aqui. Nem é nada sobre os acontecimentos carnavalescos que atormentam os estáticos de plantão. Nem é sobre filme . Na verdade nem sei sobre o que escrever, mas vamos ao que interessa.
Bem, a começar que consegui fazer duas ou três canções esses últimos dias. Fazia tempo que não conseguia juntar a letra e a tal de melodia. Optei pela simplicidade em umas e em outras não consegui, tive que ser incisivo na inteligência Bossa-Nova ou mais ou menos isso. Acho que o que despertou essa inspiração repentina foram duas coisas que são pontuáveis, diga-se de passagem. A primeira delas foi ter lido um texto do excepcional Luís Capucho, no seu blog. Algo sobre a inspiração musical como fonte que não esgota e não avisa quando vai jorrar água. Aquilo me intrigou. No final, ele simplesmente pede pra que ela nunca seque (eu também, por ele e por nós que inventamos de fazer essas coisas). Outra foi ter assistido uns vídeos de entrevistas com o Maurício Pereira. A música desse cara me comove: é algo de simples meio que complexado, por ter algumas jogadinhas que me coçam a cabeça. Vi o clipe da música Fugitivos e prestei mais atenção na letra do que no vídeo, mesmo o Abu filho sendo genial em sua editoração.
Foi aí que lembrei da canção do Phil Veras que se intitula Papo Banal. A frase que deixa claro essa conectividade com o processo é "perco meu tempo fazendo música". Brilhante, uma música que fale sobre fazer música. Bem espelho infinito. Como o ator que atua como ator que atua como ator. Nossa, isso vai longe. Sacadas geniais a parte, fiquei bem inquieto com essas interrogações que me apareceram.
Percebi que a coisa é bem como dizem: deixa maturar e aí de repente a coisa saí. Ou fica lá. Quem vai saber. As vezes pode estar pronta e a gente quer ainda teimar dizendo que falta. Ou as vezes falta e nós nem ligamos pra isso. A graça do risco está aí. Assim como a desgraça do poder não sair legal. O importante é que seu duo trabalhe nisso, que você sinta que aquilo é sincero e que você nem precisa mais jogar algum acorde dissonante. Ou uma frase do tipo "fui a França mas francamente não tinha frangos frios" (risos). Seja mais coração e menos métrica. Mais ou menos como dois lados da moeda falsa do trapaceiro, que nos deu a arte de inventar história cantada. Voilá, temos uma canção? Só quem faz, ou a quem fez, dirá.

sábado, 24 de janeiro de 2015

A virtude inesperada da ignorância

E então acho que de fato esse é o primeiro texto desse ano. Já começa com uma frase de efeito bem hollywoodiana (na verdade é). Essa frase se originou de um filme que assisti essa semana, intitulado "Birdman" ou "A virtude inesperada da ignorância". O filme tem Michael Keaton como protagonista. Bem se vocês lembrarem direitinho, voltaremos lá nos anos 90 e veremos um certo homem-morcego em "Batman Returns". Além do inigualável Beetlejuice  em "Os fantasmas se divertem" e tantos outros papéis. Na verdade, o que eu quero pontuar é que nunca esperaria de quem fez (ao meu ver) um Batman mais ou menos chegar a fazer um papel tão pesado e dramático como o Keaton fez. E daí sai o nome por trás do Homem-pássaro. Homem-humano, que nesse filme dá duro pra tentar ser um ator reconhecido após anos de biunívoca correspondência com o herói. Fico me perguntando se esse não foi um papel proposital para o Keaton, que nos últimos anos ficou a margem desse Batman e do Beetlejuice. Acho que o papel foi como uma luva pra ele: do marasmo e do "esperava mais" nasceu uma indicação ao Oscar. Bizarro né?
Realmente me pergunto: passamos a vida toda perseguindo aquilo que já somos, ou fomos? Ou apenas precisamos de acreditar mais um épsilon em nós e por um centímetro de vergonha na cara ao tentar ser melhor naquilo que fazemos. Estamos condenados ao fadistismo (não o de Portugal e de Carminho) e ao contemporâneo desejo de ficar na inércia em casa enquanto o legal acontece. Isso me faz lembrar de algumas cenas do filme em que o Birdman conversa com Keaton mostrando a ele o que realmente as pessoas esperam dele. O que realmente as pessoas esperavam dele, digamos. Ele foi ousado (não vou dar Spoilers aqui não) e mostrou realmente o que todos queriam ver. E daí? Será que precisamos ser um Keaton e ficar à sombra de algum bem feito para podermos despertar e correr atrás do que realmente é nosso? Do que realmente somos?
De novo, volto ao ostracismo de ficar resguardado de tudo isso. É como se o seu quarto fosse seu "mondé"e que você é o rei, que não precisa ser questionado. Aí aparece um Keaton e te serve de exemplo. Pra você começar a valorizar mais o que você faz. O que você realmente faz sem querer troca alguma. Bem, Birdman foi uma lição daquelas que o cara precisa no começo do ano pra quem sabe no final se satisfazer de algo produtivo e relevante que fez. Críticas, assim como no filme, aparecem pra destruir sua moral. Não entendam esse texto como auto ajuda. Não, ele não vai te ajudar em nada. Quem vos escreve é tão Keaton quanto o próprio Keaton, sem nenhum Birdman do lado, okay?
Então nobres leitores sejamos mais Birdman. Sejamos ousados e não tenhamos medo do inesperado. Inesperado pode ser a virtude dessa ignorância suprema que nos assola esses dias. De um beijo de boa noite ao "olá, como vai?" de quem te fez feliz e hoje é menos importante que uma pedra.
(Vamos parar de usar o Keaton como adjetivo para inapto e indeciso)
Espero que vocês que leem esses textos, se prontifiquem a assistir essa bela obra de Alejandro González Iñárritu que me inspirou a escrever essas bobagens para 2015. A virtude inesperada da ignorância, é o que eu mais espero de mim e de todos. Saravá!

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Interregno

Ano novo. Nada de novo. Eu no mesmo estado. Mas acho que algo mudou. O título do texto diz tudo. Acho que estou em processo universal de interregno. Eu nem sei porque venho fazendo essas reflexões em pleno dia dois do ano. Mas algumas coisas me chamaram a atenção durante a transição do ano novo.
A primeira delas foi que eu estou em outra rede social. Não irei citar. Eu repudiava com todas as forças essa rede social. Só acentua o que eu acho que nós estamos nos tornando: maquinas humanas. Dedos teclando e pessoas com sentimentos líquidos (é, eu venho lendo muito Bauman esses dias). Porém o ápice da minha reflexão foi estar nessa rede social e num fim de conversa com uma amiga eu me despedi, como faria com qualquer pessoa. Ela indagou: "ouxe e é rede fulana é?". Mesmo assim deu o "boa noite". Foi crucial pra eu entender que as pessoas estão perdendo as formalidades que nossos pais nos ensinaram. Que as redes sociais estão nos tratando como maquinas, que podemos desligar e ligar, como se a separação virtual nem fosse separação. Acho que sou antiquado demais pra entender essas coisas, sou muito conservador. Não no sentido reacionário mas no sentido poético, de conservar o que me foi dado. Não quero ser apenas uma C.P.U. que desconecta e conecta com outras. Sou humano e quero conversar sobre Freud e sobre o filme em cartaz. E que quando fomos embora, nos despedimos para lembrarmos que estamos apenas separados momentaneamente. Pode parecer besteira, o que muitos vão denominar. Eu gosto da humanidade, não dessa pseudo-humanização.
A segunda foi que a pessoa a qual eu vinha planejando mil e umas coisas, a qual eu queria que estivesse ao meu lado, me excluiu. Percebam que isso tem tudo a ver com a primeira observação. Como uma pessoa pode ser tão província a ponto de te excluir da vida dela com um clique? Será que as pessoas no futuro serão tão medonhas a ponto de estarem se relacionando apenas, mas não estarão entregues a eles. Meu espírito chora quando penso nessas coisas. Eu gosto das pessoas e tenho certeza que pra um que me odeia tem dez que gostam de mim. Proporções excelentes para um chato e semi ranzinza como eu. Mas daí você decide que aquela pessoa não vale mais a pena e então você simplesmente desaparece "virtualmente". Então, de novo pensamos a "network" e não os afetos, os vínculos necessários para a socialização humana. Eu tô puto mesmo, acho que ninguém nem vai me perguntar nada.
Acho que percebendo os horrores da nossa liquidez social, fiquei triste. Tinha amiguinhos quando não tinha internet, os quais eu brincava e brincava num moto contínuo sem se preocupar se ele tinha um android ou um IOS e umas fotos bacanas no Instagram. Agora, as pessoas se venderam para a personificação da virtualização demasiada e inepta.
O interregno me dá um medo atmosférico. Não quero prever nada, mas acho que o que eu ando fazendo não ta servindo. Mudar de postura seria tão impossível quanto nadar na Perucaba (Eu sendo regionalista, espia!). Ou talvez sim, esse interregno sirva pra eu crescer e achar realmente quem eu sou. Se é que isso também é possível. Assistamos aos capítulos adjacentes. 
Bom 2015 e que se você me ver na rua, me pare e converse comigo. Aí sim podermos criar vínculos eternos! 

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Reencontros

Hoje poderia ser um dia comum. No verbo conjugado dessa forma, imperfeitamente, a mudança reside. Bem, hoje estava marcada uma confraternização dos meus compatriotas de sala. Até ai, beleza, venho vendo eles durante os últimos cinco anos. Foi legal ver que todos estão bem, uns eu ainda não tenho (e nunca vou ter) proximidade como tenho com alguns. Sou muito dessa de ou tu é meu amigo ou apenas uma pessoa a mais ali. Alguns assuntos calorosos na ponta da língua de alguns mais chegados (depois eu entro em detalhes). Foi tudo bem típico.
Fomos assistir O Hobbit. O filme parece que veio na hora certa, eu precisava ver algo que me fizesse me levantar da poltrona e vibrar. Classifico como perfeito o filme, um bom resumo daquilo que eu esperava, e com a direção do mestre Peter Jackson, foi divino.
Mas o mais interessante foi que além desses reencontros, outros mais inesperados aconteceram. Encontrei a Brenda e a Priscilla, pra trazer a tona a nostalgia la do meu ensino médio e como o meu terceiro ano foi foda. Tenho usado muito essa palavra, foda. Acho que pode render outros textos. Mas ai, fomos a Carajás, aplicar uma prova (na verdade acompanhar o Cristiano) e eu reencontro o O Keka (kkkk esqueci o nome dele, desculpa) que me retornou ao meu ensino fundamental e a Aline (ahhh) a qual eu era apaixonadinho no terceiro ano. Casou, assim como tudo mundo casou nessa porra de cidade. Meus amigos todos casados e eu? Eu escrevo essas paradas aqui, acho que cinco ou seis pessoas leem e tal. Fui na pizzaria com os alunos do Cris, acho que foi uma presepada, mesmo eu curtindo em alguns momentos, acho que ali sim vi que eu vou me excluir desses ciclos amistosos por um bom tempo, Ando meio chato pra aturar até eu mesmo!
O resumo da ópera em português: eu achei interessante como tudo se interligou. Cinema, ciclo de amigos atuais que podem não ser tão atuais, os que não são mais atuais e os que podem vir a ser. Ou talvez não. Sei lá.
Acho que esse final foi tão vazio quando o texto todo. Vou esperar a inspiração bater em minha porta. até ano que vêm!

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Eu odeio praia

Sol, calor, curtição...nem vem, esse não sou eu. Sou um murmúrio no meio dos feriados julianos na cidade vazia. Me lembrei agora dos escritos do jedi (hahaha) Gessinger sobre ficar em casa no feriado enquanto todos vão à praia. Dá pra se conhecer melhor tudo o que você acha que sabe que existe mas nunca deu a mínima.
Bem, final de ano, como todo mundo sabe, lá se vão as pessoas curti a praia. Outras vão pro campo (mas essa é outra história...), certo? Mas a maioria vai pra o pior lugar do mundo. Minhas lembranças sobre esse lugar absurdamente grotesco não são as melhores. Pra vocês terem uma ideia, perdi um óculos novinho lá na praia. Putz, foi muita burrice minha querer nadar de óculos (nesse momento todos riem). E nesse dia, que eu acho que foi o dia a qual eu comecei a detestar os lugares com água do mar, ficamos sem suprimentos por falta de cálculo. O David, que era o cara mais chato do mundo e ficava no top 10 da galaxia (mentira, era top 3) tava bêbado e enquanto eu dormia ele jogou terra na minha cara. Como era pequeno, não pude fazer nada. Se fosse hoje também não faria. Sou passivo demais pra brigar por algo. Mas minha vingança veio quando ele queria comer e eu não deixei um sanduíche sequer pra ele. Acho que estávamos na Barra de São Miguel (Porra, São Miguel tem barra?).
Daí pra cá eu traumatizei. Quando os familiares chamavam eu sempre arrumava uma desculpa esfarrapada. "Vou ter que estudar pra uma prova..." ou "Eita domingo eu vou pra casa de um amigo estudar...". Já vai em uns 2 anos bons que eu não vou à praia tomar banho (uns 5 por livre e espontânea vontade).
O legal que eu percebi era que eu era pouco exigente com o ambiente quando era moleque. Nem queria saber se tinha somente "David" na viagem ou na praia, eu queria ir. Gostava da companhia da galera mais velha (a qual minha irmã fazia parte) e sempre tentava chamar atenção. A velha questão da aceitação social. Hoje não, eu nem tenho de fato uma galera da minha rua (as vezes nem saio de casa), a galera da facul nunca foi ( a não ser nos congressos). E é isso, eu prefiro muito mais o sossego da minha solidão do que o barulho da solidão dos outros.
Um retrocesso anunciado? Bem, eu diria um ostracismo sofisticado. Um encontro a luz de velas comigo mesmo. A praia tem o mar, tem outras coisas bonitas. Mas eu sou uma maré. Sou um revés brasileiro: odeio o tropical, ele me inspira alegria demais. E tudo que é demais acaba sobrando. É assim que me sinto na praia, sobrando.
A todos um bom começo de ano, só volto aqui ano que vem...

domingo, 7 de dezembro de 2014

Domingo

"Domingo é sempre assim e quem não está acostumado
 é dia de descanso, nem precisava tanto
 é dia de descanso, programa Silvio Santos"

Bem, esse meu domingo, ao contrário da música dos Titãs, foi bem produtivo. Foi um domingo ontem deixei todas as mazelas espirituais de lado e foi sim, beber como gente grande. Nadei da piscina que nem cabia todo mundo, mas foi felicidade de sobra. Carne a vontade.

Nunca descrevi a amizade. Um sentimento tão bonito que nem precisa. Mas hoje, com poucos amigos, uns em maior grau que outros, vi que só precisava daquilo as vezes. De esquecer do resto do mundo e das brigas desnecessárias que venho arrumando pro meu coração. Do compromisso apressado, do descompromisso comigo mesmo. Do chiste interior. Uma das falas que eu não esqueço foi a do sábio Odair (a barba é de pajé, sempre desconfiei) foi sobre "oia, se eu tivesse isso aqui todo dia, acho que nem precisava mais viver correndo atrás do nada"
Se sossego fosse rotina, realmente nem precisávamos ter nascido. Como o Amarante falou em entrevista sobre "se não houver tristeza, pra que alegria?". Os dois lados da moeda são complementares. Devemos sentir sim aquela aguda tristeza da madrugada fria e solitária (nossa que drama!) pra depois sentir a névoa baixando e o sol brilhando. Somos on/off mesmo.
De todo coração, não queria que esse domingo com os amigos acabasse. Amanha volta a realidade (hoje já). Como se o carnaval de alegria acabasse e o Pierrot tivesse que vestir novamente sua roupa de executivo e ir lutar no escuro da vida capitalista. A volta da balada do homem comum.
Bem, é isso, a felicidade foi servida, com a amizade e muito riso de tira-gosto e sobremesa. Amém!